quinta-feira, 7 de outubro de 2010

QUANDO SE PERDE UM OURO


Arfava em prantos, o peito claudicando
Aos sons das trombetas, vias me triste...
Com os olhos em lágrimas chorando,
Ao romper da aurora, tu partiste.

Nem o cantar das aves pude ouvir,
Nem pude ouvir o silêncio em tua boca,
Não pude às extremas hora decidir...
Fitava-te apenas como um louco.

E tu silenciosa ao leito, e branda,
E serena como as flores matinais,
Teus olhos nos meus olhos vi brilhando,

Gritavas dores dos teus tristes ais...
Flavas apenas de um amor insano,
Falavas de mim, e ninguém mais...

Um comentário:

  1. Belíssimo soneto, escrito com maestria.

    Por que deixaste de seguir meu blog?

    Abraços.

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